Rádios descartam audiência e disputam política na Região dos Lagos

Com o avanço das plataformas digitais, o rádio tem enfrentado tempos desafiadores no mercado comercial. No entanto, sua força como instrumento de influência política permanece inabalável. E na Região dos Lagos, onde os royalties do petróleo têm transformado prefeituras em potências econômicas, as emissoras de rádio estão no centro de uma disputa estratégica que mistura economia, comunicação e política.

De Macaé a Maricá, passando por Rio das Ostras e Rio Bonito, o cenário radiofônico está mais movimentado do que nunca. Empresários e políticos estão investindo pesado, adquirindo emissoras ou firmando parcerias estratégicas, transformando as frequências em plataformas de alcance direto aos eleitores. Para muitos, o rádio deixou de ser apenas um veículo tradicional e passou a ser uma arma poderosa em tempos de campanha eleitoral.

Bastidores apontam que figuras de destaque do rádio carioca também têm sido cogitadas para novos projetos na região. Um radialista que construiu uma carreira sólida em emissoras como Transamérica, Rádio Cidade, 98 FM, Melodia, Alvorada e Super Rádio Tupi teria sido sondado por novos interessados no setor. Embora negue ter recebido propostas, rumores sugerem que seu nome ainda ecoa como um dos mais influentes nos bastidores.

Outro movimento que chama atenção é o de um experiente político que, após deixar uma rádio evangélica onde iniciou sua trajetória, estaria montando uma nova rede no estado. O projeto, apelidado de Rádio Maravilha, seria mais uma peça em sua estratégia de reconquistar espaço no setor.

Enquanto isso, o rádio, longe de ser uma mídia ultrapassada, continua moldando narrativas e exercendo influência. Na Região dos Lagos, as ondas carregam mais do que música e notícias, elas refletem um jogo de poder que só tende a crescer.

“O Jornal Na Pauta recebeu denuncias, que dão conta, da existência de 2 rádios piratas em Maricá, estamos investigando, segundo o denunciante anônimo, uma funciona em uma instalação da prefeitura, em dias vamos concluir e denunciar nos setores competentes, inclusive, na Polícia Federal” Disse Marcelo Cerqueira”

A Lei n. 9.472/97 proíbe a radiodifusão clandestina, ou seja, a operação de uma rádio sem a devida autorização. 

A lei define como atividade clandestina a operação de uma rádio sem: Concessão de serviço, Permissão de uso de radiofrequência, Autorização de exploração de satélite (FONTE GOOGLE).

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